Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

RESISTAMOS

Nunca pensei dizer isto, mas...

OBRIGADO, VASCO GRAÇA MOURA.

R E S I S T A M O S
a este aborto ortográfico

(antes que seja possível escrever resista-mos só porque sim)

Sábado, 21 de Janeiro de 2012

Génios

Grande Cena! Estou a ouvir o "Puppy Toy" do "Knowle West Boy" do Tricky. Cruzei-me há pouco com ele, em Saint Germain.
Slm: Vamos passar agora naquele tasco, está sempre lá o Tricky
eu: Vamos lá então
E passámos. E ele lá estava, não deu oportunidade para lhe dizer o quanto aquele concerto em Gaia City foi bom porque estava ocupado, mas vou lá voltar para lho dizer.
Também não lhe vou dizer que é um génio, porque já muitos (mais habilitados do que eu) lhe disseram antes.
Mas sou gajo para lhe pedir para confirmar que há um sample do 10:15 Saturday Night numa das músicas dele (não me lembro agora qual a música, mas ele vai lembrar-se, mesmo pedrado).

Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Riding forward with my eyes closed

You never forget your first bike
Mine was red
I remember the day i've first seen it
like it was yesterday
I remember daddy holding the seat
For I was afraid to fall

I am still afraid to fall

I remember so well my first bike
She was red
And had curly hair and brown eyes
And we held each other for such a long time
So hard

And I was so afraid to fall

You would never forget your first bike
Mine was so far away
Until I first saw it
And then I was so far away
And I had to climb all those stairs
Just to be so high
So high

But I was still so afraid to fall

How can I forget?
I can still see you there alone
Like it was yesterday

And I'm still so afraid to fall

Terça-feira, 22 de Novembro de 2011

Aviso às pessoas...

Just to say everything is ok and i'm on my way for a week-end!
Be prepared!

Sábado, 19 de Novembro de 2011

Salsada

A ideia era falar-vos de AMSTERDAM mas de repente veio-me Metallica com toda a força ao corpo. declaração de interesses: Estou tocado. Nada do que possa escrever aqui poderá ser usado conta mim em qualquer tribunal. No entanto, tenho o direito de o confirmar quando quiser (desde que desliguem os gravadores e os aipódes (ai não que não podes).
Por isso, vou arrumar com Amesterdão em duas penadas:
- Fumar ganza (depois de uns anos - 4 a 5 - sem lhe tocar): Check
- Comer bolos de ganza (e pensar que não está a bater e de repente bater mesmo mas de uma forma fixe que só dá para rir e estar mesmo cool): Check
- Andar de bicicleta (e fugir de bicicletas): Check
- Ver as putas atràs das montras (mas não entrar nem ter grande opinião sobre): Check
- Ver o museu Van Gogh: Check
- Descobrir quadros no museu Van Gogh de que não se estava à espera e que podem dar que falar e que podem nem ser do Van Gogh mas isso fica para outro pouste (ou não): Check
- Comer cogumelos mágicos antes de ir ao Van Gogh: Check
- Comer cogumelos mágicos depois de ir ao Van Gogh: Check
-Poder fumar ganza, mas não tabaco, beber cerveja, mas não fumar ganza, fumar ganze mas não foder, foder mas não fumar tabaco, em suma, poder fazer TUDO mas nem pensar em fazer duas coisas ao mesmo tempo: Check
Pronto. Amerterdão está arrumado! Uma bela cidade.

Agora estou em casa no fim de uma sexta à noite. E deu-me para ouvir o Ride the Lightning. Há várias razões para isso (há pouco, enquanto todos gritavam sobre um assunto qualquer totalmente diferente eu perguntava-me porque seria o Ride the Lightining melhor que o Master of Puppets). Às vezes acho que olham para mim como um atrasado mental (eu próprio olho para mim como um atr...) Ou como um super-interessante que está entregue a pensamentos elevados dos quais os demais mortais não são dignos.
Well, nope, os dois estão errados. Quando estou calado com olhar ausente mas compenetrado - talvez inteligente - estou só a pensar em cenas do género: "É o Ride the Lightning Melhor que o Master of Puppets?"; "Quais os albuns de Megadeth que são melhores que os de Metallica?"; "Qual será a cunha da Tânia Ribas de Oliveira na rtp 1?"; " Fará a Maria Cavaco Silva broche? E o gajo até gosta?"; " Foi o melhor concerto da minha vida o dos Metallica em 94, em Alvaldae, o dos Smashing Pumpkins em 96 em Cascais, o dos dEUS em Paredes de Coura em 99. o dos Young Gods no Porto em 2000 ou o dos Nine Inch Nails em Lisboa em 2007?"
... e coisas do género...
Note-se: não estou a desprezar-em nem a armar-me em bom. Não quero dizer que seja tão estúpido que mereça que me ignorem nem tão esperto que mereça reverência. São só estupidezes que me passam pela cabeça, mas foda-se, estão agora numas de me julgar?

Resumindo e concluindo - e porque o espaço é muito mas o tempo é limitado - tenho na minha conta que os Metallica acabaram por volta de 1992, tal como os Megadeth, mas leiam isto, é instrutivo:
http://www.heavymetalcenter.net/2011/01/megadeth-e-melhor-do-que-metallica.html

E no outro dia vi isto sem quere (vale a pena para não dizerem que sou exagerado)...
http://www.youtube.com/watch?v=DjN_3rtVHgk

E continuo sem saber qual a cunha da Tânia Ribas de Oliveira (ou da Rosa Veloso) e juro que não sei nada sobre a vida sexual do Cavaco (tirando o facto de ele me foder a cabeça).

Mas o Ride The Lightning não é melhor que o Master of Puppets. O Master tem hinos, está bem produzido, é um marco no Heavy Metal. Mas o Ride The Lightning faz-me lembrar bons tempos, começa com um exemplo de METAL, segue para GRANDE música (com sirene, ainda por cima(, encaixa com o MAIOR hino do Metal e mete uma balada perfeita. Ainda tem a melhor instrumental de sempre (sem contar com Mozarts e outros Beethovens... ou mesmo contando).
Por isso, acho que estamos falados. Ou não, que quem disser o mesmo do Master é bem-vindoe vamos beber esse copo e abanar o capacete.

Também quero deixar aqui claro que nos cinco álbuns de Metallica / Megadeth se encontra do bom e do melhor mas se tivesse que levar 3 dos 10 para uma ilha deserta um deles seria dos Megadeth (o Rust In Peace).

Pelo que tenho dito não posso deixar de dizer que ainda hoje me lembro de um concerto que vi há mais de 18 anos (isto é já passei mais tempo de vida depois de o ver que antes) e isto é triste e mostra que poderia morrer descansado (até porque entretanto tive SEXO) mas não sei se quero. Para dizer a verdade, não quero....
Mas também (e veja-se a entrevista do Billy Corgan colada acima) acho que Smashing em Cascais foi irrepetível (mesmo que nessa altura já tivesse tido SEXO e por isso o impacto fosse sempre menor. Metallica: banda de adolescentes?).
Ora, com o meu poder de antecipação e a minha maturidade natural, já em 93 eu sentia que a audiência de Cult fodia mais que a de Metallica. Mas hoje eles são impotentes, se aquilo que dizem da heroína for verdade. Ou estão mortos, se aquilo que diziam... Ou são traders / empresários / líderes parlamentares se aquilo que diziam... é muito complicado, aliás eu nunca disse que era fácil e se isto fosse fácil tinha menos piada.

Voltando ao que vos interessa (SEUS TARADOS!!!), claro que a Maria faz broche (mas não engole!) e claro que o Cavaco fode (ao menos fê-lo duas vezes mais as que nos fodeu a nós) mas que interessa isso quando a Tânia tem emprego e nós andamos a perder subsídios? Nada, claro! o que interessa são os concertos que vimos ou - como dizia o Manuel João - "o que se leva desta vida são os cigarros que um gajo fuma, os copos e as mulheres que vamos tendo"*
*NOTA: se fores gaja substituir "mulheres" na frase acima por "máquinas de costura"

E vejam como se consegue com um post, num só titulo abordar tudo o que interessa!! Depois digam o que quiserem, não tenho qualquer tipo de pretensões, mas que sou bom, lá isso sou bom, foda-se.

Nota: se forem a Amesterdão, ouçam a dita cuja dos Mão Morta. E aproveitem o embalo e ouçam o Primeiro de Novembro enquanto estamos em Novembro. E depois - façam-me esse favor - ouçam o "Head Down" dos Nine Inch Nails 3 vezes seguidas. À primeira vez é engraçado, à segunda é abismal, à terceira parece que aquele refrão existiu sempre e estavam à espera que o descobrissem.

Vá, vão lá ao You Tube ver as merdas de que falei e que linkei por aí acima. E caso não leiam isto porque acham que a Internet só tem Gmail, Facebook e Wikipedia, fodam-se, ou como diriam os outros, In The Real Fourth Reich You'll Be The First to Go.

Pronto, carreguem lá no X que isto já acabou, façam feed-back vocês os dois (já nem os mais chegados lêem este blogue, pensando que se não estou no Facebook é porque já morri). Seja: Já morri

Domingo, 30 de Outubro de 2011

Coincidences come in packs of three

O ambiente é animado, concertos na cave de um bar depois de uma cervejinha esperta num bistrot simpático. A malta parece estar contente. A primeira banda dá-me pica. É incongruente, demasiado para ser verdade, mas isto é verdade: uma Fender Telecaster, uma Jazzmaster (ou Jaguar, não me lembro) e uma camisola dos Joy Division cantam um Hardcore que faz lembrar SOD ou Biohazard ou algo assim. Junto com o facto de eles terem perto da minha idade, se eu não tivesse ouvido o som deles, diria que iam tocar umas versões de Smiths, Interpol, Cure ou Bauhaus. Mas não. Não mesmo. A seguir veio outra banda. E outra. E a malta ia bebendo umas cervejas. Até dava para ir a um bar ao lado e voltar passado um bocado. No stress! Mas no outro grupo parecia que começava a haver qualquer coisa. O Matteo, sempre calmo e cordial, parecia ter ficado embatucado com alguma coisa que tinha acontecido. Separámo-nos deles. Mais um copo. Ainda é cedo, quando se consegue aproveitar (e se se avançar o jantar, ou comer uma sande com uma das súrbias) o tempo rende bem. O primeiro copo pode bem ter sido pelas sete. Às dez os concertos estão arrumados e ainda dá para ir a um sítio ou outro antes do último metro. E era aqui que eu queria chegar. A um metro. A cena é apanhar o último metro que nos permita ainda trocar de linha no último metro da nossa direcção. Se não, tentar chegar o mais perto possível para pagar menos de táxi.
Entro então às duas menos quê numa carruagem atolada. Um parêntesis (e já agora dois pontos, parágrafo, travessão:
- Paris é uma cidade com muita gente, e com muita gente que vem e vai. Não há cromos repetidos. A não ser os malucos do meu quarteirão e uma ou outra cara que se apanha na estação do trabalho às horas de entrada do trabalho, mais as pessoas das lojas, é impossível ver uma cara no metro e ter a certeza que se há-de cruzá-la uma outra vez. E mesmo que se queira apanhar a mesma linha de metro à mesma hora, no minuto preciso ainda teria que acertar na carruagem. E fecho aqui este).

Ando zonzo a escolher um banco para sentar, puxo de uma revista (tinham-me trazido uma Pública) e afundo-lhe os olhos enquanto me passa um bocado a tontura. À minha frente ouço um casal a conversar, a língua parece estranha, mas muito familiar ao mesmo tempo. Vejo que é português, pergunto-me de onde será este sotaque, aposto quase que é de São Tomé ou Cabo Verde, mas com anos já de Portugal. Ela criticava-o por ele ter bebido demasiado, ele brincava, ela amansava, andavam pela cinquentena... O gajo às tantas liga para alguém e faz a velha palhaçada do "Ça va? Nous sommes à Paris: Estation Concorde... Estivemos a beber champagne" etc etc (um francês nunca diria isto assim, digo mentalmente a mim mesmo enquanto olho verdadeiramente para a cara do gajo). Olho sempre para as pessoas, gosto de ver gente. Mas não estava com disposição para falar com ninguém, tento baixar a revista portuguesa que está no meu colo quando vejo que é o senhor Joaquim, antigo dono do bar da Estação Litoral da Aguda onde tantas vezes ia tomar café. Creio que saíram numa estação antes de mim sem lhe ter falado...
Quando troco de metro há umas dezenas de pessoas a entrar a correr (a tal ginástica dos últimos metros), sento-me com a mesma revista num banco e os outros três dão ocupados por um grupo. Desta vez não há que enganar. Falam com sotaque lisboeta. Consigo perceber que um deles está cá há uns meses e os outros estão de visita. A conversa está pejada de lugares-comuns (daqueles lugares-comuns em que todos nós incorremos quando estamos cá por fora). Às tantas falam das catacumbas. "Sabias que há uns túneis por baixo da terra onde os gajos se escondiam durante uma guerra qualquer?"; "Na revolução francesa?"; "Sim, acho que é essa merda". E por aí fora... O enjôo ainda não me tinha passado quando desço em Montparnasse, tão perdido quanto eu vejo o Matteo que corre para o sentido inverso do cais do metro, cara afogueada, speed. Vi a cara dele aparecer no meu cérebro já depois de ter passado. Finjo que não o vejo. Creio que ele fez o mesmo...

Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

Paris, no fim-de-semana passado

Foi uma cidade mais FORA!

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

Terça à noite...

eu: Tasss

Vou dormir

Luis: vai-te

eu também vou

beijiiiiiiiiiiinhos

eu: Hasta

Fogo há aqui porrada

na rua ao lado

e está um camião de bombeiros ao lado

Luis: a sério?

filma!!!

eu: Yah

uns bléques

mas acho q j´+a tá a acalmar

Luis: vai aferroar os gajos

eu: Fodassss

Tão lá os bombeiros a acalmar

com grande carro de incêndio

os bombas tão a chamar a bófia

Fodaasssssssssss

Luis: que lhes dê uma mangueirada

eu: piorou

MUuuuuuuuito

Luis: a ver se não acvalmam!!!

filma!!

eu: Hey com caralho

Não

Um dos gajops bateu num bombeioro

e foi uma puta de confusão

Tão aqui n bófias agora

e chegou yum caroro da bófia na contra-mão

FUDEU

E eu aqui de cuecas

LOL

Luis: LOOOOOOOOOOOL

eu: AºO DEZENAS DE PESSOAS AQUI BNA RUA

mesmo em baixo

um bófia acabou de foder a boca a uma preta

ou quase

para piorar

tudo

chegou aqui o gajop das descargas do hotel

LOL

Dasss

O bófia tá a ameaçar um bombeiro de que o leva dentro

pq o gajo tava meio cego a querer foder um black

m dos gajpos foi dentro

Luis: é soldado da paz mas não aguenta tudo

eu: Afinal foi o marido da preta que lhe deu

pq ela ficou histérica

bem bref, uma terça à noite em Montparnasse

Luis: ah, esse pode dar-lhe!

eu: Duas gajas bófias

Luis: FDX

eu: Bem, vou até à outra janela

Luis: parece um enredo de um filme porno!!!

eu: Fica em antena para mais informações noticiosas

Luis: a Salõ até se deve estar a passar contigo a ver a porrada à fenetre!

:D

eu: Ela tb está a ver

Bem, acho que vou fazer como o outro e meter isto num post

Luis: eheheheh

Enviado às 23:25 de terça-feira

Sábado, 24 de Setembro de 2011

Canção

Vejo o futebol ouço a canção faço um esforço p’ra apagar

Mais uma recordação ando aluado sempre a caminhar

Lembro o sonho que sonhei mesmo antes de acordar

Falo sozinho – e respondo – ninguém ouve

Ligam-me mas ninguém me liga nenhuma

Penso neles mas ninguém pensa em mim

Pensam em mim mas ninguém pensa em mim

Gosto de todos mas gosto de tão poucos

Gostam de mim mas gostam tão pouco

Falam tanto mas dizem tão pouco

Falam tão bem mas ensinam tão mal

Abro a boca e fico sem falar

Falo mas só saem bolhas de ar

E eu vejo-as à frente a estourar

Ploc ploc ploc

Por momentos divirto-me a olhar mais ninguém vê e eu chamo a atenção

Mas depois já passou

Ploc ploc

«

E na minha cabeça enquanto vagueava

Muito acima das nuvens

Crianças gozavam que eu cairia de certeza

Por pensar que durava para sempre


Mas eu sabia exactamente onde estava

E sabia o significado de tudo

E sabia a distância do Sol

E sabia o eco do amor

E sabia os segredos nas tuas espirais

E conhecia o vazio da juventude

E conhecia a solidão do coração

E conhecia os murmúrios da alma

»

Sou um obcecado um agarrado

Paranóico histriónico esquizofrénico

Fico paralítico apopléxico epiléptico

Fico sem falar sem andar sem agir nem pensar

Ou falo ando faço sem pensar

(Sempre sem pensar)

Paranóico histriónico esquizofrénico

Fico imerso no meu sonho faço dele um pesadelo

E já não tenho medo

(tenho tanto medo)

Sou a confiança a pujança a cagança

Sou um pedaço de merda sou um palhaço sem palco

Estou dentro da minha bolha

(Ploc ploc ploc)?

(

.....p

..........l

................o

......................c

...........)

...?

Ouço uma canção

Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011

Fiz - Não Fiz

Férias são férias. Ainda o são mais quando se está longe a maior parte do ano sem ver a família os amigos, o mar e a praia, sem curtir as noites de borga a preços (mais ou menos) módicos.

Hoje regressei ao trabalho. Em Paris está um Sol de Verão e as temperaturas devem andar pouco abaixo dos 30. O que aqui bate mais do que na costa do Atlântico. A noite hoje está de Algarve, daria para andar de calções e tronco nu.

O dia correu bem e posso dizer que vim de Portugal “cheiinho”, acho que a duração destas férias entra para o meu guiness pessoal desde que comecei a trabalhar (mesmo contando com a confusão à Ida para o Porto com o avião a sair na manhã seguinte).

Mas dá sempre gosto recordar, e como dizia o outro: “No dia siguintchi já batchi àquela saudadji”. Por isso é tempo de balanço. Porque fiz muitas coisas que queria fazer, outras que não queria e ainda houve coisas que não fiz e que gostaria de ter feito. Mas não vou dizer: “ se eu soubesse o que sei hoje…” porque se soubesse porventura faria o mesmo. Ou teria menos gosto em fazê-lo porque a piada é mesmo fazer sem saber.


Terça-feira, 26 de Julho de 2011

Atriz diretor autoestrada quinta-feira

Eu sei quem eles são, conheço-os desde a Escola Primária, eram os camelos que ficavam cheios de inveja quando eu tinha "Zero Erros" no ditado. Juraram vingança e agora estão no poder. Não consigo habituar-me a isto. A embirração vai ser permanente. Ainda tive esperança que houvesse uma moção de censura, um abaixo-assinado, uma providência cautelar, um habeas corpus, qualquer merda. Mas para já, nada. Ele veio para ficar...

Sábado, 23 de Julho de 2011

Não ouvem o que dizem os mais velhos...

O pai tantas vezes lhe dizia para ir para reabilitação, e ela dizia "Não, não, não..."

Domingo, 17 de Julho de 2011

Potverdahm (ou lá como é que se escreve)

Continuamos a conhecer os nossos vizinhos. E a queimar dias de férias. Este fim-de-semana (prolongado a talhe de ponte): a Bélgica, esse país em vias de extinção. Antes que o diabo as teça e só possamos dizer que fomos à (República da?) Valónia ou à Flandres. Fizemos essa concessão de passar o 14 de Julho num reino. O que quer dizer que demos à troca os Bailes dos Bombeiros, o desfile nos Champs, o fogo de artifício e uns dias de Sol. Sim, porque o Verão dos belgas é muito estranho: apesar de tudo ter estado muito organizado nunguém se lembrou de mandar vir Sol e calor num fim de semana do miolo do Verão. Por isso, vimos o filme da chegada a Lille debaixo de uma chuva miudinha e irritante. C’est le Nooooord. De lá fomos levados pelos nossos amigos a Brugges.
Há quem diga que tem o defeito de ser demasiado bela. Dá para perceber. É extremamente preservada, parece uma casinha de bonecas, quase dá medo de estragar (foto 1 e outras tantas dezenas – nota: há um papel no chão… Mau!). Creio que um belga que exagere na cerveja e chame o gregório no meio de uma daquelas ruas tem direito a prisão perpétua. E já agora, como se chama o gregório em flamengo? Grjegorjzk ou outra coisa qualquer com jotas e zês e perdigotos para todo lado.

Choveu todo o dia. Choveu toda a noite. Houve tréguas no dia seguinte e fomos a Damm. Damn cute: parece uma cidadezinha costeira. E já foi, mas o mar recuou. Há moinhos de vento, há mexilhões e cerveja, muita. Provámos a Brugse Zot (boa!), provámos a Jupiler (menos belga, parece a nossa Super), provámos a Bush (12 graus) e provámos outras tantas, mas às tantas já não sabemos dizer se são boas ou não. Nota mental: para a próxima temos que provar com mais parcimónia.

Também andámos nos arredores de Brugges, numa zona rural cheia de vaquinhas, ovelhinhas, cavalinhos. Comemos carne de vaquinha e queijo de ovelhinha. Não provámos o cavalo, mas não queremos provar carne de um animal com mais personalidade do que este vosso criado (nota colateral: deixar de comer polvo. Gostamos muito, mas não queremos mastigar animais mais inteligentes do que nós).

A noite é bonita. O pessoal bebe muito, mas não faz barulho. À uma da manhã, pouca gente se vê na rua (ler de “…parece uma casinha de bonecas, quase dá medo de estragar” até “perpétua”. Na sexta-feira os nossos anfitriões prepararam-nos um jantar de Moules et Frites, o ponto máximo da culinária deste plano país que visitámos. O modus operandi é o seguinte. Metem-se umas dezenas de mexilhões num prato. Num prato ao lado mete-se um quilo de batatas fritas. Temos o molho de mexilhões e a maionese para as fritas. Afoga-se cada mexilhão naquela coisa. Manda-se a concha para um prato ao lado. Mergulha-se a batata frita no molho dos mexilhões. Depois afoga-se na maionese. Vai-se bebendo vinho ou cerveja. No fim, mede-se o colesterol e começa-se com a dieta e os comprimidos.

O nosso amigo Philippe deixou-nos ao fim da tarde para ver uns amigos. Deixámo-lo ir. Acho que eram uns dez. A tradição é que cada um paga uma rodada. O nosso amigo deveria trazer outro amigo para os mexilhões. Deveriam chegar às nove a casa dos pais da nossa amiga. Chegou o Philippe sózinho com um sorriso nos lábios e um bocado entaramelado mas não muito declarou que o amigo se sentia bastante tocado com o convite, desejava uma boa noite mas não gosta de mexilhões.

No dia seguinte passamos por umas lojas para nos abrigarmos da chuva. Decidimos deixar uma amostra da nossa arte numa loja de Brugges. É bonito! Espero que apreciem o aproveitamento dos materiais disponíveis numa obra plena de intenção e mensagem que expressa um sentimento de impotência do homem moderno face à crise económica que nos manieta enquanto tenta (o artista, não a crise) observar os valores fundadores da sociedade ocidental e combater uma pontinha de ressaca. Carreguem em cima com o botão do meio do rato. Estou orgulhoso...

À noite fomos à Gent Fiest. Conduzimos o Peugeot 406 Coupé do pai da amiga. Gostámos. Este carro transporta uma certa mística. Transporta também quatro amigos que vão beber copos para a Festa de Gent, mas não posso aqui fazer uma apreciação correcta das performances do veículo: a caixa automática, a chuva na estrada já molhada e o pouco domínio do Código da Estrada em Flamengo impediram-me de testar a potência do motor. Lanço daqui um apelo ao João Catatau: para quando a tradução revista e adaptada com novo acordo ortográfico e tudo? Fica a ideia…

Em Gent fomos jantar a casa de uns amigos dos amigos. Aí uns vinte. Chovia estupidamente. Saímos de casa para a festa ainda de guarda-chuva na mão. Felizmente este vosso palhaço teve um flashback de peiote amazónico e conseguiu lembrar-se da dança da chuva que executou em sentido inverso.

Ninguém viu…

Conclusão: quando chegámos ao belo centro da bonita Gent, a chuva tinha parado. Mas não a cerveja. Tivemos pois a oportunidade de testar mais umas marcas e o mojito local. Temos uma vaga noção de que o mojito era fraco e levava água das pedras.

Também temos uma vaga dor de cabeça, mas a viagem de volta em 3 comboios diferentes e a chegada a Paris COM SOL ajudou a acalmar.

Conclusão: viagem a repetir (talvez depois da separação da Bélgica que assim podemos fazer dois países pelo mesmo preço), gente muito hospitaleira, simpática e divertida, muita cerveja (onde é que eu já vi isto) e chuva que Deus a dava. Bem, dúvido que isto possa ser confundido com um poste de blog de gaja, mas já que falei de cerveja e de carros,uma palavra para as Belgas: não são nada más à vista, embora não tenhamos provado.